“Crise no Parque Eduardo VII” uma comédia a estrear na Comuna

“Crise no Parque Eduardo VII” uma comédia a estrear na Comuna

“Crise no Parque Eduardo VII” uma comédia a estrear na Comuna D.R.

A 26 de Outubro o teatro A Comuna estreia a peça "Crise no Parque Eduardo VII", "uma comédia cruel “sobre envelhecimento, inconformismo e afectividade” esclareceu à Lusa, o encenador João Mota.

“Crise no Parque Eduardo VII”, uma peça de Herb Gardner é protagonizada por Carlos Paulo e Igor Sampaio, “dois idosos que passam os dias a resmungar e conversar sobre a vida, sentados num banco de jardim”.
O elenco integra ainda Hugo Franco, Elsa Galvão, Miguel Sermão e Maria Ana Filipe.

No palco d'A Comuna do cenário, um jardim, constam dois bancos, um candeeiro, umas escadas e o chão coberto de folhas outonais.

É nele que os idosos, João e Hugo - como D. Quixote e Sancho Pança, comparou João Mota -, discorrem sobre a vida e discutem sobre os subterfúgios que um deles arranja para se manter activo.

"Os velhos são más recordações! Falam demais, mesmo calados dizem demais. Os velhos parecem-se com o futuro e disso vocês não querem saber (...) Os velhos, os muito velhos, são autênticos milagres, tal como são os recém-nascidos. A beira do princípio é tão preciosa como a beira do fim", exclama Carlos Paulo, de bengala em riste, encarnando o comunista João.

João Mota explicou ainda que esta é uma peça que discorre sobre a forma como os mais velhos são encarados pela sociedade. É sobre "a falta de afectividade que esta sociedade tem, no fundo é isso".

“Crise no Parque Eduardo VII”, que ficará em cena até 17 de Dezembro, fecha o ciclo comemorativo de 45 anos de vida d'A Comuna Teatro de Pesquisa, iniciado em Abril passado com “Henrique IV”, de Luigi Pirandello.

Dos fundadores, em 1972, João Mota e Carlos Paulo, são os resistentes se assim lhes podemos chamar.


Os 45 anos d'A Comuna são assinalados em "anos difíceis", porque "não há uma política cultural em Portugal de cinema, dança, poesia, teatro, música. Não há. A política é uma coisa para projetar para daqui a vinte anos, trinta anos. Não se pensa nisso",s alientou João Mota.


Ainda assim, o encenador sublinhou uma "coragem de estar" do grupo de teatro, mesmo quando há atrasos de pagamentos: "A Comuna está sempre bem e estará sempre bem, mesmo sofrendo essas dificuldades todas".

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 31 Dez. 2017 17:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

terça, 14 Nov. 2017 10:00 – domingo, 17 Dez. 2017 18:00
Campo Grande 245, Lisboa, Lisboa

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