Marchas Populares aguardam o desfile final que determinará a vencedora

Marchas Populares aguardam o desfile final que determinará a vencedora
O Turismo.pt

Foram dadas a conhecer na noite de ontem as ultimas Marchas que desfilarão na Avenida da Liberdade na noite de Santo António


O Pavilhão Atlântico foi de novo, na noite de ontem, palco da exibição das Marchas que ainda não tinham sido apresentadas ao público.

A primeira a entrar em palco foi a Marcha da Santa Casa, que não está em competição.

Ensaiada por Paulo Jesus, apresentou uma jovialidade e uma ligeireza notáveis. Com uma coreografia simples deram uma espectáculo muito agradável de seguir.

E entramos na competição com a apresentação da Marcha do Parque das Nações.
Com o tema o Mar que ali perto anda, esta Marcha tentou trazer ao Pavilhão Atlântico a temática dos Oceanos e dos descobrimentos, com os marchantes vestidos de princesas e marinheiros.
A idéia era boa e o tema de grande interesse.
Acontece que a estreia desta Marcha não correu bem, porque a confusão na execução da coreografia foi grande talvez por falta de ensaio ou por nervosismo de estreia. Louva-se o esforço e a intenção.

E chega a Marcha do Castelo “a toque de caixa,” lembrando brincadeiras de crianças pelas encostas do castelo, tocando em latas e pedindo o tostãozinho para o Santo António.


Original a entrada da Marcha, por uma pseudo porta, seguindo bem alinhados e com os tambores a marcar o ritmo.

A execução foi muito correcta não esquecendo que a coreografia era bonita e sobretudo com grande ritmo ao que os marchantes corresponderam de forma exemplar. Uma Marcha com possibilidades de uma boa classificação.


A Marcha da Penha de França chega com a recordação dos limpa chaminés.
Os arcos imitavam casas com pequenas chaminés, o tema da Marcha lembrando o imenso casario que dominava a cidade e cujos telhados estavam juncados de chaminés que era preciso limpar.

Um idéia curiosa que foi bem vertida numa coreografia que os marchantes souberam interpretar de forma correcta e por vezes artística.

A Marcha do Beato trouxe uma história de Amor que tem um final feliz. As Marias e os Zés de Lisboa podem afinal acabar por se entenderem. É Maria Lisboa e a sua história.
O ensaiador teve o cuidado de, durante a execução da coreografia, separar rapazes e raparigas, tentando assim dar uma idéia da rejeição de Maria Lisboa por José.
A Marcha do Beato é uma Marcha de grande simplicidade e executada de forma muito correcta, sem atropelos ou atrapalhações de movimentos .

A Marcha do Bairro Alto que entrou a seguir é uma Marcha de grande tradição.

Nesta edição lembrou a figura do engraxador e a partir deste elemento surge uma coreografia bem imaginada e sobretudo bem executada.
Ver o empenho com os marchantes executam a coreografia, preocupados em estar alinhados uns com os outros é impressionante. Revela um trabalho e sobretudo uma vontade de fazer bem para quem sabe ganhar. Isto é válido para todas as marchas como é óbvio.

Ea apresentação das Marchas a concurso terminou com a Marcha da Ajuda.

Ensaiada por Ricardo Magalhães, a Marcha da Ajuda apresentou-se com  brilho, com uma coreografia sem grande complicação mas da simplicidade da mesma resultou a correcção da execução.
Os marchantes da Ajuda mostraram-se à altura dos seus pergaminhos e sem atrapalhações ou confusões a coreografia foi executada de forma segura dando um excelente efeito estético. Está de parabéns a Marcha da Ajuda.

Apresentadas que foram todas as Marchas resta-nos aguardar o seu desfile no dia 12 na Avenida da Liberdade e saber então qual a vencedora.

Uma palavra ainda para Afonso Vilela, o speaker de serviço, que durante estas três noites apresentou o espectáculo sempre com um sorriso e boa disposição.  

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